Relatora da CPI das Bets defende regras mais rígidas para bets

A relatora da CPI das Bets, Soraya Thronicke (Podemos-MS), disse nesta terça-feira (25) que o Congresso ainda precisa criar novas regras para diminuir o acesso dos brasileiros às apostas esportivas e jogos online.

A fala de Thronicke ocorreu durante a sessão da comissão, que ouviu o depoimento do empresário e do ex-apostador André Rolim. O senadora criticou a demora na regulamentação da lei de 2018, que iniciou a liberação das “apostas de cota fixa”, regulamentação que só veio em 2023 com a Lei 14.790.

“Precisamos dificultar cada vez mais [o acesso às apostas virtuais]. Nós estamos aqui fazendo uma mea-culpa. Precisamos legislar para diminuir ao máximo os riscos e os danos dessa atividade… Agora estamos aqui aprendendo e trocando o pneu com o carro andando, porque é um mundo novo para todos nós”, disse.

A relatora também criticou as ofertas de vantagens para promover a assiduidade nas apostas, como os “bônus” e as passagens aéreas para locais famosos pelos seus cassinos, como Las Vegas, nos Estados Unidos.

CPI das Bets
Saulo Cruz/Agência Senado

O empresário André Rolim, ouvido pela CPI das Bets, também defendeu medidas mais rígidas para as propagandas de apostas, como os patrocínios a eventos ou celebridades.

“Eu acho que não teria política que me segurasse. O adicto, quando ele está ativo, faz o que tiver que fazer [para jogar]. Ele engana, ele dá o jeito dele… É meio ilusório achar que a gente vai restringir uma pessoa que tem acesso a dinheiro a conseguir parar de jogar”, disse.

Requerimentos

Os senadores aprovaram quatro requerimentos de envio de informações e documentos, inclusive sigilosos, pelo governo federal sobre pessoas e empresas investigadas pela CPI, como a Playflow Processadora de Pagamentos.

Outros dois requerimentos convocam os representantes das empresas Pinbank Brasil e Brax Produção e Publicidade para deporem na CPI.

Fonte: Agência Senado

Últimas Notícias

Relacionados