Política, tecnologia e economia global voltam ao centro das atenções, com balanços de gigantes, decisões judiciais e novas tensões comerciais no radar dos investidores.
A semana começa mais curta em Wall Street por conta do feriado de Martin Luther King Jr., mas isso não significa calmaria. Pelo contrário: o noticiário internacional traz uma combinação de fatores que pode gerar volatilidade nos mercados globais — desde novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos até balanços de empresas como Netflix e Intel.
Confira os cinco principais temas que devem influenciar os mercados internacionais nos próximos dias.
1. União Europeia avalia resposta às novas tarifas de Trump
O comércio global volta ao centro do debate após novas ameaças tarifárias feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano anunciou a possibilidade de impor tarifas iniciais de 10% sobre produtos de países europeus, com elevação para 25% nos próximos meses.
Autoridades da União Europeia já sinalizaram que avaliam medidas de retaliação, que podem incluir tarifas bilionárias e até restrições a investimentos e serviços financeiros norte-americanos no bloco.
Embora o impacto econômico direto possa ser limitado no curto prazo, o efeito político e institucional tende a ser maior. Analistas alertam que esse tipo de movimento aumenta a incerteza nos mercados e pressiona cadeias globais de produção.
2. Suprema Corte dos EUA pode mudar o jogo
Outro fator que pode mexer com os mercados internacionais é o Judiciário americano. A Suprema Corte dos Estados Unidos deve se posicionar sobre a legalidade das tarifas impostas por Trump com base em leis de emergência econômica.
O mercado aposta que a Corte pode barrar esse tipo de uso do instrumento, o que traria um novo capítulo de incerteza para a política comercial americana.
Além disso, os juízes também devem analisar um caso envolvendo a tentativa de Trump de interferir na composição do Federal Reserve, o banco central dos EUA. Qualquer sinal de ameaça à independência do Fed costuma gerar forte reação nos mercados.
3. Balanço da Netflix entra no radar global
No setor corporativo, um dos destaques da semana é a divulgação dos resultados trimestrais da Netflix.
Mais do que os números em si, investidores querem entender:
- Como a empresa está monetizando melhor sua base global de assinantes;
- Se os investimentos em publicidade e jogos estão trazendo retorno;
- E como anda sua estratégia de crescimento em um mercado cada vez mais competitivo.
Com concorrentes cada vez mais agressivos, o discurso da empresa pode ser tão importante quanto os resultados.
4. Intel tenta recuperar a confiança do mercado
A Intel também divulga seus resultados em um momento decisivo. A companhia passa por uma reestruturação profunda, buscando reduzir custos, recuperar competitividade e se reposicionar no setor de chips para inteligência artificial.
Apesar de aportes estratégicos e apoio governamental, a empresa ainda precisa provar que consegue competir com rivais que dominam o mercado de IA.
O desempenho da Intel tende a impactar não apenas suas ações, mas todo o setor de semicondutores.
5. Novos detalhes sobre o plano habitacional de Trump
A agenda econômica da Casa Branca também volta aos holofotes. O governo deve detalhar novas medidas para tentar tornar a moradia mais acessível nos Estados Unidos — um tema sensível para o eleitorado.
Entre as propostas em discussão estão:
- Uso parcial de fundos de aposentadoria para entrada em imóveis;
- Restrições à compra de casas por grandes fundos;
- Estímulos ao crédito imobiliário;
- Limites para juros no crédito ao consumidor.
Essas políticas têm impacto direto sobre bancos, construtoras, consumo e o mercado imobiliário.
O que isso significa para os investidores?
Esta será uma semana em que política, economia e balanços corporativos se cruzam. Para quem acompanha os mercados internacionais, o mais importante não é apenas o que vai acontecer, mas como os ativos vão reagir às narrativas que surgirem.
Volatilidade não é exceção — é regra.
E entender os movimentos antes que eles se tornem óbvios é o que separa reação de estratégia.
Este conteúdo inaugura a editoria Finanças do Gaming365, dedicada à cobertura de mercados internacionais, macroeconomia, tecnologia, criptoativos e tendências globais que moldam o futuro do dinheiro.