Bolsas dos EUA sobem após Trump descartar uso de força para assumir controle da Groenlândia

Os mercados acionários dos Estados Unidos estão em alta nesta quarta-feira após o presidente Donald Trump adotar um tom mais conciliador em relação à polêmica envolvendo a Groenlândia, descartando explicitamente o uso de força militar para adquirir o território, atualmente uma região semi-autônoma sob soberania da Dinamarca.

A mudança de discurso foi interpretada pelos investidores como um sinal de redução de risco geopolítico imediato, aliviando parte das tensões que haviam pressionado os ativos globais nos últimos dias.

Segundo dados do mercado:

  • Dow Jones Industrial Average subiu cerca de 0,4%
  • S&P 500 avançou aproximadamente 0,3%
  • Nasdaq Composite teve alta próxima de 0,1%

O movimento ocorre após uma sessão negativa no dia anterior, quando os principais índices registraram as piores quedas desde outubro, em meio ao aumento das tensões comerciais e políticas.


Trump discursa em Davos e suaviza tom sobre a Groenlândia

Durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Trump destacou o desempenho da economia norte-americana, afirmando que o país teria saído de um período de “estagflação” para uma fase de crescimento elevado e inflação controlada.

No entanto, o principal ponto de atenção do discurso foi sua abordagem sobre a Groenlândia. O presidente reafirmou seu interesse estratégico na região, mas descartou o uso de força:

“Estou buscando negociações imediatas para adquirir a Groenlândia”, disse Trump.
“Não quero usar força. Não vou usar força.”

Ele também afirmou que pretende chegar a um acordo que deixe os aliados da OTAN “muito satisfeitos”, sinalizando uma tentativa de reduzir o ruído diplomático em torno do tema.


Mercado reage após sessão de forte aversão ao risco

Na terça-feira, os mercados globais foram pressionados após Trump ameaçar impor novas tarifas a países europeus caso suas demandas relacionadas à Groenlândia não fossem atendidas.

O movimento elevou a percepção de risco, impulsionou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e fez o rendimento do Treasury de 10 anos atingir o maior nível desde agosto.

A postura mais moderada desta quarta-feira ajudou a restaurar parte da confiança, refletindo-se na alta dos índices.


Temporada de balanços: Netflix cai, companhias aéreas sobem

A semana segue movimentada no campo corporativo. Entre os destaques:

📉 Netflix (NFLX)

A empresa divulgou resultados acima do esperado no último trimestre, mas apresentou uma projeção fraca para o primeiro trimestre de 2026. A companhia também alertou para a queda na audiência de conteúdos licenciados, o que pressionou suas ações no pré-mercado.

O anúncio veio logo após a Netflix aumentar sua oferta de US$ 72 bilhões pela divisão de estúdios e streaming da Warner Bros. Discovery, em meio a uma disputa com a Paramount Skydance.

📈 United Airlines (UAL)

As ações subiram após a companhia superar expectativas de lucro e divulgar uma projeção otimista para 2026, impulsionada pela forte demanda corporativa e de consumidores de alta renda.

Outros destaques:

  • Kraft Heinz (KHC) caiu após indicação de que a Berkshire Hathaway pode vender sua participação de 27,5%.
  • Johnson & Johnson (JNJ) recuou mesmo após projeções positivas, citando impactos de acordos de precificação com o governo dos EUA.
  • Halliburton (HAL) subiu após divulgar resultados acima do esperado.
  • Travelers (TRV) avançou com lucro acima das projeções.

Ouro atinge nova máxima histórica

Enquanto as bolsas subiam, o ouro voltou a chamar atenção ao alcançar novas máximas históricas, superando a marca de US$ 4.800 por onça.

O movimento reflete o aumento da demanda por ativos de proteção diante de:

  • tensões geopolíticas
  • disputas comerciais
  • incertezas institucionais

O ouro à vista chegou a ser negociado a US$ 4.888,13, enquanto os contratos futuros nos EUA avançaram mais de 2%.


Petróleo recua e mercado monitora dados de estoques

Os preços do petróleo recuaram, pressionados pelas preocupações com o crescimento global diante das ameaças tarifárias dos EUA, mesmo após a Agência Internacional de Energia elevar sua projeção de demanda para 2026.

Os investidores também acompanham de perto os relatórios semanais sobre estoques de petróleo e gasolina nos Estados Unidos.


Contexto para investidores brasileiros

O episódio reforça como tensões geopolíticas, discursos políticos e decisões diplomáticas podem gerar impactos imediatos nos mercados globais.

Para investidores brasileiros, esse tipo de volatilidade reacende discussões sobre:

  • diversificação internacional
  • exposição a ativos globais
  • proteção patrimonial
  • dolarização parcial de portfólios

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