A LottoPro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltd, empresa que havia apresentado a melhor proposta na licitação para operar a plataforma da Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul (Lotesul) foi reprovada na etapa técnica do processo, provocando nova fase competitiva do certame estadual.
A empresa havia liderado o pregão realizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul com um lance de 43,36% de repasse da receita bruta ao Estado, bem acima do mínimo de 14,33% exigido no edital estimado em R$ 51,4 milhões.
No entanto, a empresa foi reprovada na segunda fase do processo licitatório, durante a Prova de Conceito (PoC), por não demonstrar a funcionalidade obrigatória de conexão com o sistema de cofre eletrônico do governo estadual, dispositivo técnico essencial para a auditabilidade e segurança das operações da plataforma.
A exigência consta no edital da Lotesul, que prevê que o cofre eletrônico receba e registre de forma segura arquivos gerados pelos operadores credenciados, garantindo transparência e controle em tempo real das transações. A ausência dessa funcionalidade levou à reprovação automática da empresa, segundo a comissão avaliadora.

Com a eliminação da LottoPro da etapa técnica, o governo estadual convocou as outras três empresas licitantes para prosseguir no certame. A nova fase está marcada para sexta-feira (13), quando as demais concorrentes apresentarão suas soluções e início de avaliação técnica para a escolha da futura gestora da Lotesul.
A Lotesul, fora de operação há mais de 15 anos, visa retomar a loteria estadual com uma plataforma tecnológica que centralize vendas, identifique apostadores e gerencie pagamentos de prêmios, tributos e repasses ao Estado.
O processo de licitação segue agora com foco na avaliação técnica dos sistemas oferecidos pelas demais concorrentes, enquanto a administração pública busca garantir a implementação de uma solução que atenda integralmente às exigências do edital e às necessidades de controle e fiscalização dos jogos no estado.