A Loteria do Estado do Paraná (Lottopar) firmou, no dia 11 de fevereiro, um Termo de Execução Descentralizada (TED) com a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) para investir R$ 4,9 milhões na modernização dos laboratórios da Polícia Científica do Paraná. O recurso será utilizado na compra de novos equipamentos que vão descentralizar e agilizar as análises toxicológicas e químicas realizadas no Estado.
O investimento possibilitará a aquisição de três cromatógrafos líquidos, que serão instalados em unidades da Polícia Científica no Interior, e de um equipamento de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) para reforçar a estrutura laboratorial da capital. A iniciativa integra o Programa de Modernização e Integração da Rede de Laboratórios Forenses (Redelab), vinculado ao Sistema Inteligente de Trânsito (Sistrânsito).
De acordo com o diretor-presidente da Lottopar, Daniel Romanowski, o aporte reforça o papel social da autarquia e o compromisso com o fortalecimento das instituições públicas. “A parceria com a Sesp demonstra como a atuação conjunta das instituições estaduais fortalece a segurança pública. Estamos garantindo que exames de identificação de álcool e entorpecentes possam ser realizados também no Interior, ampliando o alcance do serviço prestado à população”, destacou.

Os recursos são provenientes de fundo administrado pela Lottopar, que destina parte de sua arrecadação a áreas como segurança pública, habitação e ações sociais. A iniciativa marca mais um investimento da autarquia em projetos voltados à melhoria de serviços públicos no Paraná.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, a colaboração entre os órgãos amplia a capacidade de atendimento e aprimora a qualidade das análises periciais. “Essa cooperação entre a Sesp e a Lottopar fortalece a Polícia Científica e permite descentralizar análises que hoje são realizadas apenas em Curitiba. Com isso, ampliamos a eficiência dos exames periciais e contribuímos para mais segurança no trânsito em todas as regiões do Estado”, afirmou.
Segundo o diretor da Polícia Científica do Paraná, Ciro José Cardoso Pimenta, a tecnologia presente nos equipamentos amplia a capacidade técnica dos laboratórios. “Com os novos aparelhos será possível detectar um número maior de substâncias, realizar a quantificação com maior exatidão e entregar resultados ainda mais precisos para as investigações criminais”, explicou.