Governador do RS critica bets, mas diz que Estado deve aproveitar arrecadação do setor

Eduardo Leite

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou que, caso as apostas esportivas continuem operando no Brasil, os recursos gerados deveriam permanecer nos estados. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa, em meio ao debate sobre a retomada da loteria estadual gaúcha.

“Se vai existir (as apostas esportivas), que o Estado mantenha esse recurso aqui para poder fazer investimentos onde ele precisa: na saúde, na educação”, disse o governador gaúcho.

Apesar da defesa de que a arrecadação seja direcionada aos cofres estaduais, Leite adotou um tom crítico em relação ao setor. Segundo ele, as apostas esportivas têm causado impactos negativos no país e deveriam passar por revisão regulatória, incluindo restrições à publicidade, em moldes semelhantes aos aplicados ao cigarro.

“Para deixar claro: eu não gosto das bets, acho que tem que rever a regulamentação das bets no Brasil. Acho que tem que restringir a propaganda, inclusive como se faz com os cigarros. As bets, infelizmente, estão causando um prejuízo enorme ao Brasil e aos brasileiros, mas isso não está na alçada do Estado”, afirmou.

O tema está inserido na discussão sobre a recriação da loteria estadual do Rio Grande do Sul, extinta em 2004. O governo pretende encaminhar um projeto à Assembleia Legislativa prevendo a retomada do serviço, possivelmente com participação da iniciativa privada na operação.

No entanto, diante da resistência de parlamentares, especialmente em relação à inclusão das apostas esportivas no modelo, o governador admitiu a possibilidade de retirar as chamadas “bets” do texto a ser enviado ao Legislativo. A proposta ainda deve passar por audiências públicas antes da definição final, revelou o Correio do Povo.

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