O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é favorável ao fechamento das plataformas de apostas esportivas no Brasil e defendeu uma discussão mais ampla sobre o impacto do setor no país. A declaração foi feita em entrevista ao programa ICL Notícias nesta quarta-feira (8).
Segundo Lula, o governo avalia o crescimento do setor e seus possíveis efeitos sociais. “Se as bets causam o mal que a gente acha que causa, por que a gente não acaba com as bets? Ou regula para que não tenha tantas bets no Brasil”, afirmou o presidente, destacando que qualquer decisão depende também do Congresso Nacional.
Durante a entrevista, o presidente também citou preocupações com o acesso facilitado às apostas online e com o endividamento de famílias. Lula afirmou que o tema deve ser tratado como questão de saúde pública e mencionou relatos de pessoas que teriam enfrentado perdas financeiras significativas associadas ao jogo.
“Não é possível a gente continuar com essa jogatina desenfreada nesse país. Nós temos que tratar isso como uma questão de saúde”, afirmou. O presidente também disse que a decisão depende do Congresso e de um debate mais amplo sobre o setor.

O presidente Lula também afirmou que parlamentares estariam envolvidos com o setor de apostas, sugerindo que isso influencia o debate sobre possíveis restrições. Segundo Lula, o avanço das bets no país depende de decisões do Congresso Nacional e de seus integrantes. “Todo mundo sabe quem são os deputados que estão envolvidos nisso, quem são os partidos que estão envolvidos nisso, quem são os senadores”, declarou o presidente, ao defender uma discussão mais ampla sobre o tema e possíveis mudanças na regulamentação do setor.
Lula ainda argumentou que o futebol brasileiro existiu por décadas sem o patrocínio de empresas de apostas, ao comentar o impacto econômico do setor no esporte. O presidente também mencionou que, historicamente, jogos de azar foram restritos no país e que a expansão recente das apostas digitais trouxe novos desafios regulatórios.
O mercado de apostas esportivas no Brasil foi regulamentado recentemente e segue em fase de consolidação, com empresas licenciadas operando sob regras definidas pelo governo federal. A discussão sobre possíveis restrições ou mudanças regulatórias deve envolver o Executivo, o Legislativo e representantes da indústria.