Autoexclusão de apostas soma 462 mil pedidos em quatro meses, aponta dados da Secretaria de Prêmios e Apostas

Research shows that 40 million Brazilians placed bets on bets last year

Dados inéditos da Secretaria de Prêmios e Apostas publicados pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, indicam que a Plataforma Centralizada de Autoexclusão de apostas já registrou 462.831 solicitações em quatro meses de funcionamento. A ferramenta foi lançada no fim do ano passado pelo governo federal com o objetivo de permitir que usuários bloqueiem o acesso a todas as casas de apostas autorizadas por um período mínimo de um mês.

Segundo os dados, a principal razão para a autoexclusão foi relacionada à saúde mental. A “perda de controle sobre o jogo” foi apontada por 39,87% dos usuários que solicitaram o bloqueio. Em seguida, 19,57% afirmaram querer prevenir o uso de seus dados pessoais pelas plataformas de apostas, enquanto 14,07% preferiram não informar o motivo.

As dificuldades financeiras apareceram como motivo para 11,44% dos pedidos, enquanto 13,68% indicaram decisão voluntária. A recomendação de profissionais da área de saúde foi responsável por 1,36% das solicitações.

Em relação ao período de bloqueio, a maioria dos apostadores optou por autoexclusão sem prazo definido. Ao todo, 69,86% escolheram bloqueio por tempo indeterminado. Outros 20,75% solicitaram autoexclusão por 12 meses. Os demais pedidos foram distribuídos entre períodos menores, com 3,06% por três meses, 2,92% por seis meses, 2,8% por um mês e 0,61% por nove meses.

A plataforma federal de autoexclusão faz parte das medidas de jogo responsável adotadas pelo governo após a regulamentação do mercado de apostas esportivas no país, e permite que o bloqueio seja aplicado simultaneamente em todos os operadores autorizados.

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