Polícia Federal cria grupo para investigar manipulação esportiva e bets ilegais

A Polícia Federal criou um grupo especializado para investigar manipulação de resultados esportivos, fraudes em apostas e a atuação de bets ilegais no Brasil. A criação da chamada “Base Apostas” foi oficializada nesta terça-feira (12), por meio de publicação no boletim interno da corporação.

Ligada à Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, a nova estrutura terá atuação inicial de um ano, com possibilidade de prorrogação.

Segundo o ato de criação, o grupo será responsável por investigar crimes relacionados à manipulação de competições esportivas, exploração ilícita ou fraudulenta de apostas de quota fixa, lavagem de dinheiro, corrupção privada, estelionato, associação criminosa e outros delitos ligados ao setor.

A unidade também terá como foco identificar lideranças, intermediários, financiadores, apostadores estratégicos e agentes esportivos envolvidos em esquemas criminosos, além de atuar na recuperação de ativos e apreensão de bens.

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De acordo com a PF, a criação do grupo ocorreu após diálogo com os ministérios da Fazenda, do Esporte e da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa faz parte da Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos, coordenada pelo Ministério do Esporte.

A estrutura mínima da “Base Apostas” contará com um delegado, um escrivão e três policiais analistas, sendo um deles responsável pela gerência operacional da unidade.

A nova ofensiva ocorre em meio ao endurecimento do governo federal contra irregularidades no mercado de apostas. Nos últimos meses, o Executivo passou a discutir aumento da tributação sobre as bets e implementou medidas restritivas, como a proibição de apostas para beneficiários do Novo Desenrola Brasil.

O setor de apostas regulamentadas, por outro lado, tem defendido que o principal problema está no mercado ilegal, que atua sem autorização federal, não recolhe tributos e pode ser utilizado para lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.

Além das investigações nacionais, a PF informou que o grupo também irá atuar em cooperação policial internacional e na articulação com órgãos reguladores, entidades esportivas e operadores autorizados pelo governo federal.

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