A FIFA, por meio de comunicado enviado a todas as federações filiadas, determinou a proibição do uso de marcas de Bets nos uniformes da equipe de arbitragem e em estruturas relacionadas ao VAR em partidas oficiais.
A nova decisão da FIFA impacta diretamente a CBF, que exibe marcas de patrocinadores de seus campeonatos em áreas relacionadas ao VAR. Entre os patrocinadores, está a casa de apostas Betano, patrocinadora da Série A do Brasileirão e da Copa do Brasil.
A entidade futebolística também enfatizou que nenhum material promocional deverá conter marcas de tabaco, álcool, drogas, apostas, conteúdo político, religioso ou discriminatório.
O documento da FIFA destaca os parágrafos 1 a 4 do artigo 15 do “Regulamento da Fifa sobre a Organização da Arbitragem nas Associações-Membro”, de 2020. O regulamento permite publicidade em ativos relacionados à arbitragem, como a parte traseira da camisa dos árbitros, a cabine e a área de revisão do VAR, mas impõe restrições.

De acordo com a FIFA, essa proibição também se estende a quaisquer banners ou elementos gráficos que possam aparecer na transmissão de televisão durante uma revisão de lance pelo VAR.
“Os árbitros desempenham um papel central na salvaguarda da integridade e da imparcialidade do futebol e são essenciais para o jogo. O sistema de árbitro assistente de vídeo (VAR), a sala de vídeo-operação (VOR) e a área de revisão de árbitros (RRA) também são elementos de apoio cruciais para os árbitros, que aumentam sua capacidade de tomar decisões precisas e justas, beneficiando assim o jogo em todo o mundo”, escreveu a entidade.
No Brasil, as casas de apostas se tornaram os principais patrocinadores do futebol. Na Série A, 18 dos 20 clubes têm empresas do setor como patrocinadoras máster. Embora a CBF não tenha acordos com essas marcas para a seleção brasileira, comercializa espaços de competições como o Brasileirão e a Copa do Brasil.