O empresário Thiago Chambó Andrade, investigado por envolvimento em um esquema de manipulação de resultados em jogos e apostas esportivas, voltou a faltar à convocação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado. Sua defesa alegou que ele estaria em uma viagem previamente planejada, justificando a ausência.
Thiago Chambó é investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de Goiás, sendo considerado um dos principais financiadores de um esquema de fraudes que abalou o futebol brasileiro.
Diante de sua ausência, o presidente da CPI, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), solicitou que a Advocacia do Senado avaliasse se a viagem do empresário seria permitida, considerando que ele se encontra em liberdade provisória.
Esquema envolveu manipulação de jogos do Brasileirão
As investigações apontam que Chambó foi um dos líderes de um esquema criminoso responsável por manipular resultados de 13 partidas da Série A do Campeonato Brasileiro de 2022. O empresário é descrito como um integrante do núcleo de financiadores, sendo acusado de aliciar jogadores e efetuar pagamentos indevidos para garantir os resultados planejados.
O depoimento de Thiago Chambó foi solicitado pelo relator da CPI, senador Romário (PL-RJ). Durante a investigação, o Ministério Público e a Polícia Civil revelaram detalhes sobre a organização criminosa, que operava com uma estrutura sofisticada, composta por aliciadores, apostadores, financiadores e jogadores envolvidos.
Romário destacou a complexidade da rede de fraudes, que teria sido montada para gerar lucros exorbitantes com apostas manipuladas. Thiago Chambó, segundo o relatório, desempenhava um papel crucial, sendo responsável por recrutar atletas e garantir o pagamento de valores ilícitos para concretizar os resultados fraudulentos.
O caso segue em análise no Senado, com a possibilidade de medidas mais rigorosas contra o empresário, incluindo um pedido de prisão preventiva, conforme sugerido por Kajuru.